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domingo, 10 de agosto de 2014

Dia do Pais

Ah, seu Jandir... Quanta falta o senhor faz em nossas vidas. E eu não estou falando só dos seus filhos e da sua esposa... hoje é um dia, entre tantos outros em que deve acontecer a mesma coisa, em que as pessoas que tiveram o privilégio de conhece-lo devem pensar: "Que saudade do Jandir."

Onde você chegava, levava luz e alegria. Onde você entrava, não sobrava espaço para tristeza. Quantas pessoas já dançaram ao som da sua gaita e quantas pessoas já riram das suas piadas. Quantas pessoas já puderam contar com sua ajuda e quantas pessoas já pediram seus conselhos.

Quem conheceu o italiano falador, briguento e teimoso e que muitas vezes parecia uma rocha inabalável, também conheceu o coração de manteiga que batia dentro daquele peito enorme. Um cara que não media esforços pela defender a família e verdadeiros amigos.

É seu Jandir... o senhor faz muita falta. "Que saudade do Jandir."

Todo dia os pais devem ser abraçados, beijados e amados. Se você já o abraçou, beijou e disse "Eu te amo pai.", vá lá abrace-o, beije-o e diga de novo. Se já fez, não importa vá lá e faça mais uma vez. Quando for deitar, vá lá e repita mais uma. Se ele estiver dormindo, beije-o suavemente e cochiche em seu ouvido: "Eu te amo pai."

Feliz dia dos Pais.

domingo, 11 de agosto de 2013

UTOPIA



Domingo. Dia dos Pais.



Quantos foram os domingos em que meu Pai foi chamado para, junto com outros pais presentes, subir ao altar da igreja no final da missa, para receber uma singela homenagem do padre e dos paroquianos que ali estavam. Invariavelmente era tocada a música "Utopia" (Pe.Zezinho) e depois dela um caloroso "Parabéns a Você".

Lembro que em todas essas oportunidades eu ficava muito contente de velo lá em cima, enquanto minha mãe e meus irmãos ficávamos cantando e acompanhando os músicos da igreja.

No retorno pra casa o Pai já vinha falando sobre as coisas que faltavam comprar para o churrasco e preocupado se ia dar tempo de preparar tudo para quando os convidados chegassem. Sempre dava tempo, mas ele sempre ficava inquieto com a situação. Era impaciente.

Correria pra cá, correria pra lá, as coisas iam se organizando e toda aquela movimentação ia enchendo a casa de alegria. Bons tempos aqueles.

Hoje, ao final da missa, o padre fez a mesma coisa que eu tinha me acostumado a ver durante toda minha infância e pré-adolescência: Chamou todos os pais presentes para subir ao altar e receber as devidas homenagens. Ao fundo, ouvia-se "Utopia". Não me contive e as lágrimas não demoraram a cair. Quantas lembranças do velho seu Jandir me vieram a memória.

A vezes que me levou pra viajar junto com ele para conhecer seu trabalho e suas andanças. Quando me ensinou as pescar e a quantas pescarias me levou. Quando me ensinou a dirigir já aos 12 anos (algo impensável hoje em dia) e depois tinha que ficar me regulando, pois em toda oportunidade eu queria dirigir o carro dele. Das várias viagens na saudosa Vemaget (DKV Vemag). Das muitas tardes em que me fez decorar a tabuada, a qual ficava afixada em uma lata de banha de 20 litros enquanto ele ia tomando os resultados conforme ia me lançando as contas. Até o acordeom me fez aprender, mas este eu não consegui me dedicar o suficiente para tocar direito, pois preferia jogar bola na rua (rsrs).

Quantos sermões eu ouvi e quantas vezes rimos juntos. Quantos conselhos me deu, apesar de eu não seguir muitos deles e hoje perceber como ele tinha razão nas coisas que falava. Sempre me ensinou a evitar as más companhias, respeitar os mais velhos, jamais pegar algo que não fosse meu, ser autêntico, trabalhar com afinco, valorizar as conquistas, ser previdente e não esbanjar, ser amigo dos amigos e jamais esquecer da família.

Hoje eu só tenho a agradecer por toda a educação que ele me deu e a todos os valores que me passou.

Obrigado Pai. Feliz dia dos Pais.



domingo, 10 de março de 2013

Naquela Mesa

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

                                                                           Nelson Gonçaves, 1974

Jandir era um grande fã da obra de Nelson Gonçalves. A letra dessa música é muito bonita e demonstra um pouco da saudade que pessoas importantes deixam quando partem de nossas vidas.


domingo, 29 de janeiro de 2012

Um ano de vida

Em Janeiro/2011 o blog completou 1 ano de existência.

Quero agradecer a todos que acompanham e divulgam a obra do meu querido Pai.

Obrigado a todos.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Então é Natal...



Quanta saudade de ganhar aquele abraço forte e apertado desejando Feliz Natal.

Quanta saudade do som da gaita que ecoava pela casa, muitas vezes nos acordando de um sono gostoso mas que mesmo assim fazia o dia começar mais alegre.

Quanta saudade do cheiro da costela no fogo logo cedo.

Quanta saudade daquela gargalhada quando alguém contava alguma piada ou fato engraçado. Impossível esquecer o movimento da cabeça indo para tráz e logo em seguida um bater de palmas dando conjunto aquela risada gostosa.

Quanta saudade dos almoços do dia 25 em que o senhor fazia uma prece para que aquela data sempre se repetisse com toda a família reunida novamente.

Quanta saudade da vizinhança que ia a vinha desejando Feliz Natal.

Quanta saudade daquela saborosa caipirinha e do igualmente gostoso "pica-pau" (pinga com mel).

Quanta saudade dos trejeitos típicos de um legítimo italiano bonachão que não parava de mexer as mãos enquanto falava alto.

Quanta saudade desse mesmo italiano ralhando com todo mundo para vir logo para mesa antes que comida esfriasse.

Quanta saudade ao lembrar de como essa época o deixava feliz e contente.

Mais um Natal que se vai e é incrível como coisas tão simples fazem tanta falta e como pequenos gestos representam tanto.

Papai querido, sei que está tão feliz quanto nos saudosos momentos citados acima. Sua presença faz muita falta e a saudade é muito grande, mas suas lembranças me enchem de alegria.

Feliz Natal.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Monstros e gigantes do Rio Iguaçu

O porto estava lotado / E o povo andando apressado/ Era aquele vai e vem/ A viagem era embarcada/ Quase não existia estrada/ Ainda não havia o trem/ Ouvi o apito apitar/ Era hora de zarpar/ Do cais de Porto Amazonas/ Ali na primeira curva/ O marujo até se encurvava/ Para dar adeus à sua dona.

Com estes versos de Jandir Bianco na abertura, não por acaso o livro Vapores, de Arnaldo Monteiro Bach, circula como bíblia no Rio Iguaçu, é o inventário da navegação fluvial do Paraná. Iguaçu acima, os marujos de água doce desembarcaram madeira, erva-mate e as esperanças dos imigrantes naquelas ermas paisagens.

Confira a coluna de Dante Mendonça na íntegra, acessando: http://www.parana-online.com.br/colunistas/67/68916/?postagem=MONSTROS+E+GIGANTES+DO+RIO+IGUACU

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Músicas e Poesias

Neste espaço serão publicadas todas as músicas e poesias criadas por Jandir Bianco.