Eu vou no Couto Pereira
Só pra ver o COXA jogar
Quando chego no Alto da Glória
A maior torcida está lá
E COXA sai na frente
Com um golaço do meio da cancha
O estádio todo treme
Com a torcida COXA-BRANCA.
Jandir Bianco, 22/02/2004
Esse blog é dedicado a Jandir Bianco. Grande homem, grande marido, grande pai e grande amigo.
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domingo, 11 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Sonho Maluco
I
Esses dias tive um sonho
Fiquei meio embaraçado
Sonhei que tinha morrido
Pro céu tinham me levado
Mas quando cheguei lá em cima
Tinha gente pra todo lado
Fizeram uma grande festa
Só porque eu tinha chegado
II
Eu tava todo perdido
Sentei na primeira mesa
Pensei que era um restaurante
Pedi logo uma cerveja
Veio um barbudo e disse:
"Aqui é lei seca com certeza!"
Só pode rezar e cantar
Mas não pode ter tristeza.
III
Perguntei quem ele era
Me respondeu com firmeza
Eu sou Raul Seixas
Canto o Maluco Beleza
E já comecou a cantar
Aí foi só felicidade
O Belermino e a Gabriela
Cantaram As Mocinhas da Cidade
IV
Daí saiu a Cana Verde
Cantada pelo Tonico
Só que ele "tava" sem viola
Aí veio o Luiz Gonzaga
Tocando a Asa Branca
Escutei o Cio da Terra
Sem a voz do Pena Branca
V
Mais adiante tinha dois
E eu fui chegando perto
Então fiquei de boca aberta
Mas continuie na minha
Pra poder ficar ouvindo
Gildo de Freitas e Texeirinha
VI
Tava na hora de acordar
Eu falei que vinha embora
Não queriam me deixar
Eu disse: "Volto outra hora."
Mas quando me acordei
Levei um susto danado
O quarto estava em silêncio
Ai tratei de ficar acordado.
Jandir Bianco, 13/02/2001
Esses dias tive um sonho
Fiquei meio embaraçado
Sonhei que tinha morrido
Pro céu tinham me levado
Mas quando cheguei lá em cima
Tinha gente pra todo lado
Fizeram uma grande festa
Só porque eu tinha chegado
II
Eu tava todo perdido
Sentei na primeira mesa
Pensei que era um restaurante
Pedi logo uma cerveja
Veio um barbudo e disse:
"Aqui é lei seca com certeza!"
Só pode rezar e cantar
Mas não pode ter tristeza.
III
Perguntei quem ele era
Me respondeu com firmeza
Eu sou Raul Seixas
Canto o Maluco Beleza
E já comecou a cantar
Aí foi só felicidade
O Belermino e a Gabriela
Cantaram As Mocinhas da Cidade
IV
Daí saiu a Cana Verde
Cantada pelo Tonico
Só que ele "tava" sem viola
Aí veio o Luiz Gonzaga
Tocando a Asa Branca
Escutei o Cio da Terra
Sem a voz do Pena Branca
V
Mais adiante tinha dois
E eu fui chegando perto
Então fiquei de boca aberta
Mas continuie na minha
Pra poder ficar ouvindo
Gildo de Freitas e Texeirinha
VI
Tava na hora de acordar
Eu falei que vinha embora
Não queriam me deixar
Eu disse: "Volto outra hora."
Mas quando me acordei
Levei um susto danado
O quarto estava em silêncio
Ai tratei de ficar acordado.
Jandir Bianco, 13/02/2001
domingo, 21 de outubro de 2012
Um Passeio Inesquecível
I
Saí pra fazer um passeio
Voltei muito admirado
Fui na casa de um colono
Pras bandas de Cruz Machado
Fica ali na Linha União
Pertinho do alagado
Fui muito bem recebido
E muito melhor tratado
II
Quando chegamos lá
O carro com o tanque furado
Derramando gasolina
Eu fiquei apavorado
Mario pois uma bacia
O combustível foi aparado
Deitou em baixo do carro
A mangueira tinha rasgado
Não demorou cindo minutos
O tanque estava arrumado
III
O Moacir que nos levou
Foi fazendo apresentação
Minha mãe Dona Hermelinda
Meu pai se chama Simão
A Eva é minha irmã
O Mário é meu irmão
O Gabriel é meu sobrinho
Esse vai dar "guri" bom
IV
Na hora de vir embora
Eu fiquei encabulado
Tantas coisas que ganhamos
O carro ficou lotado
Me deram frango caipira
Milho verde ensacado
Tinha pera e requeijão
Melão e salame defumado
Quero agradecer aos Andrews
E dizer muito Obrigado.
Jandir Bianco, 27/04/2003
Saí pra fazer um passeio
Voltei muito admirado
Fui na casa de um colono
Pras bandas de Cruz Machado
Fica ali na Linha União
Pertinho do alagado
Fui muito bem recebido
E muito melhor tratado
II
Quando chegamos lá
O carro com o tanque furado
Derramando gasolina
Eu fiquei apavorado
Mario pois uma bacia
O combustível foi aparado
Deitou em baixo do carro
A mangueira tinha rasgado
Não demorou cindo minutos
O tanque estava arrumado
III
O Moacir que nos levou
Foi fazendo apresentação
Minha mãe Dona Hermelinda
Meu pai se chama Simão
A Eva é minha irmã
O Mário é meu irmão
O Gabriel é meu sobrinho
Esse vai dar "guri" bom
IV
Na hora de vir embora
Eu fiquei encabulado
Tantas coisas que ganhamos
O carro ficou lotado
Me deram frango caipira
Milho verde ensacado
Tinha pera e requeijão
Melão e salame defumado
Quero agradecer aos Andrews
E dizer muito Obrigado.
Jandir Bianco, 27/04/2003
domingo, 30 de setembro de 2012
Tributo ao Bar da Irene
I
Amigos que estão presentes
Eu quero pedir licença
E agradecer sua presença
E também sua atenção
Eu escrevi alguns versos
Parte do nosso universo
Do Alto Boqueirão
II
Eu falo do Bar da Irene
Conjunto Euclides da Cunha
Não precisa testemunha
O ambiente é salutar
A gente encontra os amigos
Tomamos aperitivos
E todos voltam pro seu lar
III
O Bar já é tradicional
A Irene e o Aparecido
Hoje mulher e marido
Atendendo a clientela
O Cido vai servindo
E a Irene diz "Vão engolindo"
E todos vão molhando a goela
IV
Chega o final de semana
A a turma delhe trago
Só ve o tamanho do estrago
Quando chega a segunda-feira
Acorda ainda de ressaca
Daí é chá de boldo e alfavaca
E sem dinheiro na carteira
V
Meu agradecimento a todos
Vizinhos que estão presentes
Além dos dois proprietários
Também aos outros clientes
Mas agora tenho que ir
Fica abraço do Jandir
De lembrança pra essa gente
Jandir Bianco, 13/12/2005
Amigos que estão presentes
Eu quero pedir licença
E agradecer sua presença
E também sua atenção
Eu escrevi alguns versos
Parte do nosso universo
Do Alto Boqueirão
II
Eu falo do Bar da Irene
Conjunto Euclides da Cunha
Não precisa testemunha
O ambiente é salutar
A gente encontra os amigos
Tomamos aperitivos
E todos voltam pro seu lar
III
O Bar já é tradicional
A Irene e o Aparecido
Hoje mulher e marido
Atendendo a clientela
O Cido vai servindo
E a Irene diz "Vão engolindo"
E todos vão molhando a goela
IV
Chega o final de semana
A a turma delhe trago
Só ve o tamanho do estrago
Quando chega a segunda-feira
Acorda ainda de ressaca
Daí é chá de boldo e alfavaca
E sem dinheiro na carteira
V
Meu agradecimento a todos
Vizinhos que estão presentes
Além dos dois proprietários
Também aos outros clientes
Mas agora tenho que ir
Fica abraço do Jandir
De lembrança pra essa gente
Jandir Bianco, 13/12/2005
domingo, 23 de setembro de 2012
Esse é o Meu Compadre
I
Eu tenho um compadre que era caçador
Virou pescador por causa da lei
Anda por aí a pescar lambarí
Se pega alguma coisa não sei
II
Quase todo dia sai de madrugada
Mochila pesada, sempre a pedalar
Quando a tarde chega sem pressa
Ele regressa feliz para o lar
III
A minha comadre já está esperando
Que o compadre chegue para os dois jantar
Ele chega pedindo pra ele
Uma gamela pra poder se lavar
IV
Lava as mãos o rosto e penteia o cabelo
E ela com zelo lha traz a toalha
Ele se enchuga e fica contente
Janta e novamente vai ajeitar a "tralha"
V
Amahã cedinho ele vai novamente
Feliz e contente pra outro lugar
Ele vive a vida com muita alegria
Nas suas pescarias sem se preocupar
VI
Quando esta pescando está se divertindo
Ele vive rindo e vai pescar sozinho
Toda pescaria é uma aventura pra ele
Mas é dura pros "lambarinhos"
VII
Quando o dia clareia bem cedo
Os lambaris com medo, veem ele chegar
Sabem que a noite a banha é quente
E vão direto pros dentes
Se não souberem se cuidar
Jandir Bianco, 08/05/2005
Eu tenho um compadre que era caçador
Virou pescador por causa da lei
Anda por aí a pescar lambarí
Se pega alguma coisa não sei
II
Quase todo dia sai de madrugada
Mochila pesada, sempre a pedalar
Quando a tarde chega sem pressa
Ele regressa feliz para o lar
III
A minha comadre já está esperando
Que o compadre chegue para os dois jantar
Ele chega pedindo pra ele
Uma gamela pra poder se lavar
IV
Lava as mãos o rosto e penteia o cabelo
E ela com zelo lha traz a toalha
Ele se enchuga e fica contente
Janta e novamente vai ajeitar a "tralha"
V
Amahã cedinho ele vai novamente
Feliz e contente pra outro lugar
Ele vive a vida com muita alegria
Nas suas pescarias sem se preocupar
VI
Quando esta pescando está se divertindo
Ele vive rindo e vai pescar sozinho
Toda pescaria é uma aventura pra ele
Mas é dura pros "lambarinhos"
VII
Quando o dia clareia bem cedo
Os lambaris com medo, veem ele chegar
Sabem que a noite a banha é quente
E vão direto pros dentes
Se não souberem se cuidar
Jandir Bianco, 08/05/2005
sábado, 18 de agosto de 2012
Pensando em Vocês Declamo
I
Escrevi três, quatro versos
Para este final de ano
Sei que esta é a melhor data
Pros parentes irem se encontrando
Trabalhei o ano inteiro
Vou gastar um pouco do lucro
Eu peço desculpa a todos
Que este "coéra" é meio chucro
II
A gente faz o que pode
Não dá pra fazer milagre
Nem sempre a vida e doce
As vezes tem o sabor de vinagre
Mas as coisas boa da vida
Temos que comemorar
Por isso o ano foi depressa
Pra podermos nos encontrar
III
Sei que a festa vai ser boa
Lembro das festas passadas
É só no final do ano
Que se encontra a parentada
Para aqueles que vem de longe
E pros que moram mais perto
As portas não tem tramela
E o portão está sempre aberto
IV
Quero agradecer a todos
Do fundo do coração
Por me darem esse presente
Com a sua participação
Eu só ai ficar triste
Se vocês não tivessem vindo
Queria que vocês sentissem
A alegria que estou sentindo
Jandir Bianco, 23/10/2002
Escrevi três, quatro versos
Para este final de ano
Sei que esta é a melhor data
Pros parentes irem se encontrando
Trabalhei o ano inteiro
Vou gastar um pouco do lucro
Eu peço desculpa a todos
Que este "coéra" é meio chucro
II
A gente faz o que pode
Não dá pra fazer milagre
Nem sempre a vida e doce
As vezes tem o sabor de vinagre
Mas as coisas boa da vida
Temos que comemorar
Por isso o ano foi depressa
Pra podermos nos encontrar
III
Sei que a festa vai ser boa
Lembro das festas passadas
É só no final do ano
Que se encontra a parentada
Para aqueles que vem de longe
E pros que moram mais perto
As portas não tem tramela
E o portão está sempre aberto
IV
Quero agradecer a todos
Do fundo do coração
Por me darem esse presente
Com a sua participação
Eu só ai ficar triste
Se vocês não tivessem vindo
Queria que vocês sentissem
A alegria que estou sentindo
Jandir Bianco, 23/10/2002
domingo, 3 de junho de 2012
Jantar na AABB
I
O jantar estava gostoso
Companheiros de primeira
Dois leitões do mato assados
Lá na AABB de Palmeira
Alguns jogando baralho
Outro assando linguicinha
Uns preparando salada
Outros se virando na cozinha
II
Foi servido aperitivo
Feito da melhor maneira
Wisk e refrigerantes
Cerveja na geladeira
Todos comeram a vontade
Jantar tipo americano
Bebenos a noite inteira
Foi o maior porrete do ano
III
Lá na mesa de brilhar
O adversário era fraco
Estava ganhando de todos
Até eu pegar no taco
Ganhei umas três em seguida
Aí depenei o pato
Fui campeão naquele dia
Porque jogo bem de fato
IV
Quero agradecer a todos
Também o anfitrião Téio
Dr.Wilson e Dr.Mauricio
O Dado, o Nilton e o Bredão véio
Lá na casa do seu Juca
Fomos fazer o assado
A todos que estavam lá
Deixo meu muito obrigado
Jandir Bianco, 15/03/2002
O jantar estava gostoso
Companheiros de primeira
Dois leitões do mato assados
Lá na AABB de Palmeira
Alguns jogando baralho
Outro assando linguicinha
Uns preparando salada
Outros se virando na cozinha
II
Foi servido aperitivo
Feito da melhor maneira
Wisk e refrigerantes
Cerveja na geladeira
Todos comeram a vontade
Jantar tipo americano
Bebenos a noite inteira
Foi o maior porrete do ano
III
Lá na mesa de brilhar
O adversário era fraco
Estava ganhando de todos
Até eu pegar no taco
Ganhei umas três em seguida
Aí depenei o pato
Fui campeão naquele dia
Porque jogo bem de fato
IV
Quero agradecer a todos
Também o anfitrião Téio
Dr.Wilson e Dr.Mauricio
O Dado, o Nilton e o Bredão véio
Lá na casa do seu Juca
Fomos fazer o assado
A todos que estavam lá
Deixo meu muito obrigado
Jandir Bianco, 15/03/2002
domingo, 18 de dezembro de 2011
Pior Que É Verdade
I
Nos versos que escrevo
Não tem poesia
Mas me da alegria
De poder cantar
Causos verdadeiros
Em versos rimados
Mas se não te agrado
Não deve escutar
II
Escrevo de tudo
O que vem na mente
Mas tem muita gente
Que não vai entender
O papel aceita tudo
O que a caneta escreve
Aí eu pego de leve
Que é pra não ofender
III
Escrevo com carinho
Aí vem um sujeito
Achando defeito
Diz: Está tudo errado
Não de julgar
Para não se julgado
É o que diz
O velho ditado
IV
Sabe que eu não levo
E nem levo em conta
Amigo da onça
Sempre vai ter
Pode achar defeito
Pode criticar
Vou continuar a escrever
Nos versos que escrevo
Não tem poesia
Mas me da alegria
De poder cantar
Causos verdadeiros
Em versos rimados
Mas se não te agrado
Não deve escutar
II
Escrevo de tudo
O que vem na mente
Mas tem muita gente
Que não vai entender
O papel aceita tudo
O que a caneta escreve
Aí eu pego de leve
Que é pra não ofender
III
Escrevo com carinho
Aí vem um sujeito
Achando defeito
Diz: Está tudo errado
Não de julgar
Para não se julgado
É o que diz
O velho ditado
IV
Sabe que eu não levo
E nem levo em conta
Amigo da onça
Sempre vai ter
Pode achar defeito
Pode criticar
Vou continuar a escrever
Jandir Bianco, 04/02/2001
domingo, 11 de dezembro de 2011
Os Linguarudos
I
Existe um velho ditado
Que todo mundo já ouviu
Todo gaiteiro e violeiro
Leva fama de vadio
Eu trabalho, toco e canto
E quem fala isso, mentiu
II
Tocar, cantar e fazer versos
Eu faço por brincadeira
Pra ganhar o pão de cada dia
Trabalho a semana inteira
Saio na segunda cedo
Só volto na sexta-feira
III
Sábado é dia de descanso
E aí que o bicho pega
Saio tocando e cantando
Nos botecos e nas bodegas
Por isso que os linguarudos
Acham que a raça não nega
IV
Toco e canto onde eu quiser
Não devo nada a ninguém
Tudo que eu compro eu pago
Até o último vintém
Os fofoqueiros que se explodam
Aqui não vem, que não tem
Existe um velho ditado
Que todo mundo já ouviu
Todo gaiteiro e violeiro
Leva fama de vadio
Eu trabalho, toco e canto
E quem fala isso, mentiu
II
Tocar, cantar e fazer versos
Eu faço por brincadeira
Pra ganhar o pão de cada dia
Trabalho a semana inteira
Saio na segunda cedo
Só volto na sexta-feira
III
Sábado é dia de descanso
E aí que o bicho pega
Saio tocando e cantando
Nos botecos e nas bodegas
Por isso que os linguarudos
Acham que a raça não nega
IV
Toco e canto onde eu quiser
Não devo nada a ninguém
Tudo que eu compro eu pago
Até o último vintém
Os fofoqueiros que se explodam
Aqui não vem, que não tem
Jandir Bianco, 08/02/2004
domingo, 20 de novembro de 2011
Caçada de Onça
I
Acordei domingo cedo
Pra assistir o Globo Rural
O José Amilton Ribeiro
Fez uma reportagem especial
Sobre a caçada de onça
Pras bandas do Pantanal
II
O Sr Estelito era o líder
Com a zagaia bem afiada
Um trinta e oito na cinta
Saiu à cata da pintada
Levou seu cachorro azungue
Que logo deu uma abarroada
III
O resto da matilha
Ficou toda alvoroçada
Saíram na perseguição
Mas a onça estava trepada
O câmera teve muita sorte
Conseguiu filmar a danada
IV
Eu fiquei admirado
Com a coragem de Estelito
Saiu a procura da onça
Como quem procura um cabrito
E só pela coragem dele
O filme já ficou bonito
Acordei domingo cedo
Pra assistir o Globo Rural
O José Amilton Ribeiro
Fez uma reportagem especial
Sobre a caçada de onça
Pras bandas do Pantanal
II
O Sr Estelito era o líder
Com a zagaia bem afiada
Um trinta e oito na cinta
Saiu à cata da pintada
Levou seu cachorro azungue
Que logo deu uma abarroada
III
O resto da matilha
Ficou toda alvoroçada
Saíram na perseguição
Mas a onça estava trepada
O câmera teve muita sorte
Conseguiu filmar a danada
IV
Eu fiquei admirado
Com a coragem de Estelito
Saiu a procura da onça
Como quem procura um cabrito
E só pela coragem dele
O filme já ficou bonito
Jandir Bianco, 13/04/2002
domingo, 11 de setembro de 2011
Cavalo Mal Domado
I
Com cavalo passarinheiro
Tem que ter muito cuidado
Se o vento balança a moita
Ele refuga pula de lado
Se o peão não estiver atento
Ou for meio descuidado
Vai dar com a cara no chão
E ver que o cavalo é mal domado
II
Por isso todo animal
Quando está sendo domado
Tem que tratar com carinho
Não deve ser espancado
Se é amansado na moral
Ele sente que é ensinado
Se torna um animal dócil
Depois que for amansado
III
Note que todo cavalo
Estranha outro cavaleiro
Está acostumado com o dono
Que andam juntos o dia inteiro
Preste atenção num rodeio
Na hora de atirar o laço
O animal fica perdido
Que chega até errar o passo
IV
Tem cavalheiro tão cruel
Que diz que é domador
Doma o bicho na pancada
Apanhando e sentindo dor
Fica um cavalo covarde
Animal fraco e sem moral
É igual um homem humilhado
Que vive sem um ideal.
Com cavalo passarinheiro
Tem que ter muito cuidado
Se o vento balança a moita
Ele refuga pula de lado
Se o peão não estiver atento
Ou for meio descuidado
Vai dar com a cara no chão
E ver que o cavalo é mal domado
II
Por isso todo animal
Quando está sendo domado
Tem que tratar com carinho
Não deve ser espancado
Se é amansado na moral
Ele sente que é ensinado
Se torna um animal dócil
Depois que for amansado
III
Note que todo cavalo
Estranha outro cavaleiro
Está acostumado com o dono
Que andam juntos o dia inteiro
Preste atenção num rodeio
Na hora de atirar o laço
O animal fica perdido
Que chega até errar o passo
IV
Tem cavalheiro tão cruel
Que diz que é domador
Doma o bicho na pancada
Apanhando e sentindo dor
Fica um cavalo covarde
Animal fraco e sem moral
É igual um homem humilhado
Que vive sem um ideal.
Jandir Bianco, 08/05/2005
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Carroceiro Solitário
I
O carroceiro vai faceiro, seguindo pela estrada,
Com sua gaitinha de boca, pra tocar La na pousada.
Quando a tarde chegava, todos com muita alegria.
Desengatava a burrada, pois só saiam no outro dia.
À noite contavam causos, perto do fogo de chão.
Tomavam um gole de pura, depois um bom chimarrão.
II
Enquanto descansava um pouco, ia preparando o jantar,
Não podia dormir tarde, pois tinha que madrugar.
Até ir ajeitando tudo, o trabalho era duro
O carroção carregado, puxado por oito burros.
O trabalho era pesado feito por homem valente,
Temos que lembrar o passado pra poder viver o presente.
III
Este velho carroceiro era descendente de alemão,
Desbrava o Paraná, em cima do carroção.
Junto com as mercadorias, também ia à profissão.
E pendurado no toldo, ia o stinger(1), que é um lampião.
Às vezes com a guaiaca cheia, às vezes com ela vazia.
De Pitanga e Guarapuava pra Paranaguá ele ia.
Carregada de erva-mate, a viagem dava uns dez dias,
Cortando nossos planaltos, as três serras descia.
IV
No retorno ele trazia querosene, açúcar e sal.
Quando o carroção encalhava, ai ele se dava mal.
Esperava os companheiros e faziam um pixirum,
Pois todos se ajudavam até não ficar nenhum.
As estradas eram ruins, passavam pelas fazendas.
Ela ia entregando as mercadorias nas vendas.
Depois de quase um mês de viajem, ele voltava para casa.
No peito muita saudade da mulher e da gurizada.
V
A viagem continuava de Prudentópolis a Imbituva,
O sofrimento era grande quando o tempo era de chuva.
Só que o velho carroceiro, nas rédeas ele era o astro,
Ele também trabalhava em Ponta Grossa e Castro.
Depois do trabalho feito, mais uma missão cumprida,
Este homem de quem vos falo foi um exemplo de vida.
O que eu escrevi, acredite, é história verdadeira,
Este velho carroceiro era um filho de Palmeira.
Os versos são dedicados a seu sogro Antônio Bach Filho, que foi carroceiro e ajudou a desbravar e desenvolver o estado do Paraná. Mesmo tendo sido musicados, esses versos eram declamados e não cantados.
Essa letra é abertura do livro Carroções, de Arnoldo Monteiro Bach, publicado no ano de 2003.
A foto da publicação é do próprio Antonio Bach Filho, em Curitiba, onde é hoje o Museu Ferroviário da cidade.
(1) Stinger: Palavra de origem alemã que significa lampião ou lamparina. Antônio era de origem Alemã.
domingo, 10 de julho de 2011
Posto de Saúde
I
Falei para minha mulher
Hoje vou me consultar
Fui no posto de saúde
Peguei a senha e fui sentar
Fiquei esperando um bom tempo
E nada de me chamar
Cheguei até me sentir mal
De tanto ter que esperar
II
De repente me chamaram
Eu com a senha na mão
Perguntaram o nome e a idade
Também a filiação
Mandaram sentar de novo
E aguardar para avaliação
Daí me chamaram pelo nome
Para pesar e medir pressão
III
Mandaram voltar à tarde
Tinha sol e muito calor
Com a consulta marcada
Fiquei esperando o doutor
Ele chegou e me deu uma olhada
Perguntou se eu sentia dor
Respondi meio com raiva
Não doi nada não senhor
IV
Sentado lá no meu canto
Eu fiquei a imaginar
Vendo aquela gente de idade
Que não parava de chegar
Quando o pobre fica doente
Sem dinheiro pra pagar
O coitado morre à mingua
Esperando o governo ajudar
Falei para minha mulher
Hoje vou me consultar
Fui no posto de saúde
Peguei a senha e fui sentar
Fiquei esperando um bom tempo
E nada de me chamar
Cheguei até me sentir mal
De tanto ter que esperar
II
De repente me chamaram
Eu com a senha na mão
Perguntaram o nome e a idade
Também a filiação
Mandaram sentar de novo
E aguardar para avaliação
Daí me chamaram pelo nome
Para pesar e medir pressão
III
Mandaram voltar à tarde
Tinha sol e muito calor
Com a consulta marcada
Fiquei esperando o doutor
Ele chegou e me deu uma olhada
Perguntou se eu sentia dor
Respondi meio com raiva
Não doi nada não senhor
IV
Sentado lá no meu canto
Eu fiquei a imaginar
Vendo aquela gente de idade
Que não parava de chegar
Quando o pobre fica doente
Sem dinheiro pra pagar
O coitado morre à mingua
Esperando o governo ajudar
Jandir Bianco, 07/05/2005.
domingo, 26 de junho de 2011
Orgulho de Peão
I
Esta vida de peão
Já me deu muita alegria
Domei muito burro bravo
Que outro peão não domaria
Estive em muitos rodeios
Laçando e me divertindo
A cada tiro de laço
Ouvia o povo aplaudindo
II
Certa vez um fazendeiro
Tinha uma mula xucra
A danada corcoveava
Até com mordida de mutuca
Eu cheguei lá na fazenda
O patrão veio e me disse:
"É melhor você desistir..."
Já com medo que eu caisse
III
Entrei e peguei a mula
E fui ajeitando o arreio
Foi quando apertei a chincha
Que o negócio ficou feio
A mula virou um foguete
Murchou as orelhas e saiu
Corcoveando campo afora
Mas este pesão não caiu
IV
A mula escondeu o toso
Saiu pulando de lado
Eu juntei ela na espora
Só pra ver o resultado
Corcoveou a semana inteira
Mas deixei a mula mansa
Hoje eu canto com orgulho
As histórias que tenho lembrança
Esta vida de peão
Já me deu muita alegria
Domei muito burro bravo
Que outro peão não domaria
Estive em muitos rodeios
Laçando e me divertindo
A cada tiro de laço
Ouvia o povo aplaudindo
II
Certa vez um fazendeiro
Tinha uma mula xucra
A danada corcoveava
Até com mordida de mutuca
Eu cheguei lá na fazenda
O patrão veio e me disse:
"É melhor você desistir..."
Já com medo que eu caisse
III
Entrei e peguei a mula
E fui ajeitando o arreio
Foi quando apertei a chincha
Que o negócio ficou feio
A mula virou um foguete
Murchou as orelhas e saiu
Corcoveando campo afora
Mas este pesão não caiu
IV
A mula escondeu o toso
Saiu pulando de lado
Eu juntei ela na espora
Só pra ver o resultado
Corcoveou a semana inteira
Mas deixei a mula mansa
Hoje eu canto com orgulho
As histórias que tenho lembrança
Jandir Bianco, 27/10/2002.
domingo, 5 de junho de 2011
Pescaria no Rio Timbó
I
Foi no dia quatro de março
Saímos pra uma pescaria
Lá em Santa Cruz do Timbó
Chegamos ao clarear do dia
O rio estava com água limpa
Lambari a revelia
Só voltamos pra pousada
Por volta do meio dia
II
Lá na pousada São Pedro
O dono é o Sr.Iloir
Quando a gente chega lá
Não dá vontade de sair
O atendimento é bom
A comida é de primeira
Feito no fogão a lenha
A sua esposa é a cozinheira
III
O lugar é bem bonito
Se ouve os pássaros cantando
Eu pescando lambari
Só ficava observando
Lá a natureza é bela
Porque tem gente cuidando
Agradeço o Iloir e família
Em breve estarei voltando.
Foi no dia quatro de março
Saímos pra uma pescaria
Lá em Santa Cruz do Timbó
Chegamos ao clarear do dia
O rio estava com água limpa
Lambari a revelia
Só voltamos pra pousada
Por volta do meio dia
II
Lá na pousada São Pedro
O dono é o Sr.Iloir
Quando a gente chega lá
Não dá vontade de sair
O atendimento é bom
A comida é de primeira
Feito no fogão a lenha
A sua esposa é a cozinheira
III
O lugar é bem bonito
Se ouve os pássaros cantando
Eu pescando lambari
Só ficava observando
Lá a natureza é bela
Porque tem gente cuidando
Agradeço o Iloir e família
Em breve estarei voltando.
Jandir Bianco, 08/03/2002.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Filho de Cruz Machado

I
Conheci um cidadão
Gente boa e muito animado
Honesto e trabalhador
Inteligente e educado
É pedreiro de mão cheia
Um baita pintor de quadros
Toca e canta muito bem
Faz floreio nos teclados
Este cidadão que eu falo
É filho de Cruz Machado
II
Veio lá do interior
Filho de boa família
Chegou aqui na capital
Encontrou tudo o que queria
Tralhalho, muitos amigos
E uma boa moradia
Que Deus abençoe esse guri
E lhe dê muita alegria
III
Eu vou lhe falar, é verdade
Foi muito bom lhe conhecer
Um filho como você
Todos os pais queriam ter
Continue sendo assim
Escute o que vou lhe dizer
Você é como um filho nosso
É verdade, pode crer
Na casa da minha família
A porta está aberta para você
Jandir Bianco, 04/06/2001.
Versos escritos para seu grande amigo Moacir. Gaiteiro de mão cheia, o qual Jandir considerava como um filho.
sábado, 23 de abril de 2011
Pequena Escolinha

I
Eu sou nascido e criado
Lá no interior da Palmeira
Sempre tocando e cantando
Levo a vida em brincadeira
Quanto mais a gente canta
Mais a vida de expande
Eu sou nascido e criado
Ali em Faxinal Grande
II
Amigos que me conhecem
E os antigos vizinhos
Sabem que vim embora
Ainda era um rapazinho
Hoje eu sinto saudade
O tempo não volta mais
Quando Deus fez este mundo
Devia ter feito mais Faxinais
III
Eu lembro da minha infância
E da pequena escolinha
Saudade das professoras
Dona Isolde e Dona Terezinha
Me ensinaram o alfabeto
E escrever as primeiras linhas
O que aprendi com elas
Faz parte da vida minha
IV
Quero agradecer as duas
O que aprendi quando criança
Muitos anos se passaram
Mas guardo elas na lembrança
Se Deus quiser um dia
Irei vê-las pessoalmente
Para matar a saudade
Dos tempos de adolescente
Jandir Bianco, 28/03/2001.
Infelizmente, Jandir não teve tempo de ir visitar suas primeiras professoras e ler estes versos.
domingo, 17 de abril de 2011
O Sabiá
I
Acordei de manhã bem cedo
Antes do nascer do sol
Ouvi um sabiá cantando
Na cumieira do paiol
Peguei a gaita e conferi
Ele canta em si bemol
II
Foi fazendo a alvorada
Cantando com alegria
Ouvindo ele cantar
Parece que ele dizia
Está na hora de levantar
Já está clareando o dia
III
O dia chega mais bonito
Com os pássaros contando
Uns fazendo revoadas
Outros em bando voando
E a coruja lá no toco
Só fica observando
IV
Quando o dia amanhace
O céu fica cor de anil
O sabiá continua cantando
Igual um disco de vinil
Por isso foi escolhido
O pássaro símbolo do Brasil!
Acordei de manhã bem cedo
Antes do nascer do sol
Ouvi um sabiá cantando
Na cumieira do paiol
Peguei a gaita e conferi
Ele canta em si bemol
II
Foi fazendo a alvorada
Cantando com alegria
Ouvindo ele cantar
Parece que ele dizia
Está na hora de levantar
Já está clareando o dia
III
O dia chega mais bonito
Com os pássaros contando
Uns fazendo revoadas
Outros em bando voando
E a coruja lá no toco
Só fica observando
IV
Quando o dia amanhace
O céu fica cor de anil
O sabiá continua cantando
Igual um disco de vinil
Por isso foi escolhido
O pássaro símbolo do Brasil!
Jandir Bianco, 10/02/2003.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Cabeça Dura
I
Certa vez um professor
Muito bom, mas rigoroso
Disse que sou cabeça dura
E também muito teimoso
Depois que ele falou isso
Eu achei melhor parar
Cabeça dura não aprende
Teimoso só quer teimar
II
Eu fechei a minha gaita
Pensei: Não vou mais tocar
Aprender sozinho é difícil
Eu não vou mais estudar
O professor me humilha
E ainda tenho que pagar
Cabeça dura não aprende
Teimoso só quer teimar
III
Comecei tudo de novo
Agora não vou parar
Eu canto o que escrevo
Sozinho aprendi a tocar
Se não toco cem por cento
Peço para me desculpar
Cabeça dura aprende
Teimoso tem que teimar
IV
Agradeço ao professor
Que foi sincero comigo
Me mostrou um caminho novo
Que eu não tinha percorrido
Escrever verso e cantar
E fazer a melodia
Hoje o que toco e canto
É de minha autoria
Certa vez um professor
Muito bom, mas rigoroso
Disse que sou cabeça dura
E também muito teimoso
Depois que ele falou isso
Eu achei melhor parar
Cabeça dura não aprende
Teimoso só quer teimar
II
Eu fechei a minha gaita
Pensei: Não vou mais tocar
Aprender sozinho é difícil
Eu não vou mais estudar
O professor me humilha
E ainda tenho que pagar
Cabeça dura não aprende
Teimoso só quer teimar
III
Comecei tudo de novo
Agora não vou parar
Eu canto o que escrevo
Sozinho aprendi a tocar
Se não toco cem por cento
Peço para me desculpar
Cabeça dura aprende
Teimoso tem que teimar
IV
Agradeço ao professor
Que foi sincero comigo
Me mostrou um caminho novo
Que eu não tinha percorrido
Escrever verso e cantar
E fazer a melodia
Hoje o que toco e canto
É de minha autoria
Jandir Bianco, 30/01/2002.
Versos escritos após de um professor de música ter dito que o Jandir era teimoso e cabeça-dura.
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