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domingo, 13 de abril de 2014

Baile de Rancho

Baile de Rancho

I
E aí você chegou, depois que eu cheguei
Me olhou de um jeitinho que eu me apaixonei
Dançando juntinho, senti seu calor
Estava perfumada, como rosa em flor

II
A noite foi curta, fiquei a seu lado
Dançando juntinho, de rosto colado
O baile acabou, eu nunca mais lhe vi
Estou apaixonado, eu juro pra ti

III
Eu procurei muito, mas não lhe encontrei
Pra suas amigas, de você perguntei
Da moça bonita, igual uma rainha
Vou fazer de tudo, pra ela ser minha

IV
Eu ainda espero um dia lhe encontrar
Num baile de rancho pra poder namorar
Se ainda é solteira e não tem marido
Vou recuperar o tempo perdido

                                                           Jandir Bianco, 27/12/2000

domingo, 12 de agosto de 2012

Palmeira e a Seresta

I
As noites guardam ainda
O eco da voz seresteira
Esta voz que estas ouvindo
É de um filho de Palmeira

II
Hoje não se ouve mais
Aquelas canções madrugueiras
Está faltando alma de poeta
Pra fazer serestas verdadeiras

III
Eu sou filho de Palmeira
Dos nossos Campos Gerais
Hoje ainda estou cantando
Amanhã talvez não cante mais

IV
A todos que me ouvirem
Palmeira está sempre presente
Palmeira que não deu cacho
Mas deu muita alegria pra gente

V
Existe um velho ditado
Que a melhor brasa é pra nossa sardinha
Ponta Grossa é a Princesa dos Campos
E a Palmeira é a nossa Rainha.

                                                                                             Jandir Bianco, 02/11/2003

domingo, 5 de agosto de 2012

Casa Velha

I
Casa Velha conservada
Fogão de lenha no canto
Chaminé de Picumã
É uma história do passado
Que está sendo preservada
Pra poder lembrar amanhã

II
Os seus donos já partiram
Os herdeiros dividiram
Foi conforme o combinado
Cada vez que chego lá
Parece que vou encontrar
Na varanda os dois sentados

III
Bule de café no fogo
Velho fogão fumegando
O que ficou de lembrança
Saudade é o que não falta
Quanto mais o tempo passa
Faz aumentar a distancia

IV
Sei que a vida continua
Cada um cuida da sua
Não adianta lastimar
Foi bom enquanto durou
Por que o que passou passou
Não dá pra fazer voltar

                                                                    Jandir Bianco, 15/03/2002

domingo, 6 de maio de 2012

Trançando Couro


I
Fiz um buçal no capricho
Trançado com 12 tentos
O cabo trancei com oito
Seis metros de comprimento
Usei argolas de prata
Pra fazer o acabamento
Ficou um buçal de primeira
Não vi igual até o momento

II
Mudei tudo no arreio
Do rabicho ao peitoral
Fiz de couro trançado
Pra ficar igual ao buçal
Barrigueira e sobre chincha
Pra não machucar o animal
Trancei com tento mais fino
De couro cru especial

III
A cabeçada e as rédeas
Trancei com desembaraço
Na chinca eu coloquei
Uma argola de aço
Estava quase tudo pronto
Já sentindo cansaço
Lembrei que faltava trançar
A boleadeira e o laço

IV
Ainda trançei um rebenque
Mais ou menos metro e meio
Pra quanto estiver no campo
Não periga eu fazer feio
Se vier bicho pro meu lado
É melhor sair da frente
Pois não vou ficar parado
Faço assoviar o rebenque


                                                                  Jandir Bianco, 26/12/2001




domingo, 29 de abril de 2012

Samba do Agradecimento

I
No braço do cavaquinho
Encontrei esta maneira
Quero agradecer meus pais (bis)
E os amigos da Palmeira

II
No braço da cavaquinho
Eu faço as cordas chorar
Igual água dos teus olhos (bis)
Que escorrem e vão para o Mar

III
Estou tocando e cantando
Mas dificilmente eu caio
Aprendi bem a lição (bis)
Com meu amigo Daio

IV
Me desculpe a liberdade
Que eu tratei o senhor
O Daio, alem de amigo (bis)
É excelente professor

                                                            Jandir Bianco, 10/12/2003

domingo, 22 de abril de 2012

O Indio e a Floresta

I
Lembre do arco e da flexa
Quando faz a cruz na testa
Se prepara pra rezar
Para o Indio da Floresta
Hoje muito pouco resta
Chega de discriminar

II
Com suas malocas nos vales
Queremos terra sem males
Campanha que a Igreja faz
Pedimos aos fazendeiros
E também aos madeireiros
Pra deixarem o Indio em paz

III
Na constituição está escrito
Um parágrafo bonito
Que não está sendo cumprido
Diz que o Indio está amparado
Ma se vê pra todo lado
O Indio sendo oprimido

IV
Não estou fazendo cartaz
Canto pra pedir a paz
Acho que é um bom motivo
Peço para as autoridades
Também as comunidades
Ajuda ao nosso irmão nativo

                                                       Jandir Bianco, 17/03/2002

domingo, 4 de março de 2012

Bugio da Minha Terra

I
O Bugio da minha Terra
Até o ronco é diferente
Porque o Bugio da minha Terra
É bugiu Paranaense

II
O Bugio da minha Terra
Tem um ronco de primeira
Principalmente os Bugios
Lá das bandas de Palmeira

III
Quando o tempo tá pra chuva
O bicho fica alvoroçado
A gente escuta os bugios
Roncando pra todo lado

IV
O Bugio roncando grosso
Dentro do mato fechado
Quem no conhece Bugio
Pensa que o mato é assombrado

V
O Bugio foi num fandango
E não quiz pagar entrada
Ficou espiando na janela
Pra "campia" uma namorada

VI
Tomou uns gole da mardita
Ficou meio atordoado
Foi embora trambalhando
Andando meio de lado
                                                                                
                                                                                   Jandir Bianco, 08/03/2002

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Filho de Palmeira

I
Minha querida Palmeira
Terra onde eu nasci
Hoje estou na Capital
Mas sempre lembro de ti
Aqui nasci e me criei
Quantos amigos deixei
Na hora em que parti

II
Muitos anos já passaram
A Palmeira está sempre presente
Aqui deixei minhas raizes
Aqui estão meus parentes
Quem nunca saiu daqui
Nunca pense em sair
Guarde isso na mente

III
Lá em nossa Capital
Minha família eu contitui
Sabe que a minha esposa
Eu também levei daqui
Levando sangue Palmeirense
Mais três paranaenses
Fizemos herdeiros pra ti

IV
Eu trago o Faxinal Grande
Dentro do meu coração
Só quem se criou lá
Sabe o que é esta emoção
O município da Palmeira
Só deu gente de primeira
Talvez alguma exceção

Jandir Bianco, 25/10/2003

domingo, 29 de janeiro de 2012

Chora Gaita Velha

I
Chora gaita velha
No peito de novo
Que junto nós vamos
Alegrar este povo

II
Vou tocando e cantando
Até a hora que der
Para alegrar os homens
E também as mulheres

III
Toca gaita velha
Mas não desafina
Que estou de olho
Naquela menina

IV
O som sai suave
Os acordes no compasso
E a menina querendo
O calor de um abraço

                                                                           Jandir Bianco, 21/06/2007

domingo, 13 de novembro de 2011

É de Chacoalhar o Barraco (Ninho de Amor)

I
Amigo que mal pergunte
Me responda se souber
Tem coisa melhor no mundo
Que fandango, trago e mulher?
Tem quem gosta de fandango
Outros gostam só de trago
Mas a melhor coisa do mundo
É uma mulher fazendo afago

II
Quando a tarde vai chegando
Ela olha de um jeitinho
Eu já sei o que ela quer
É muito amor e carinho
Quando eu chego perto dela
Se arrepia e da um suspirinho
Eu sei que a noite promete
Vai pegar fogo nosso ninho

III
Mas quando o dia amanhece
Já acorda dando sermão
"Levanta e vai trabalhar"
Acho que hoje não vou não
Eu ainda estou cansado
Passei a noite fazendo serão
O gato que dorme de dia
De noite vira um leão

Jandir Bianco, 02/12/2004

domingo, 23 de outubro de 2011

Baile de Rancho

I
Mas você chegou, depois que eu cheguei
Me olhou de um jeitinho, que eu me apaixonei
Dançando juntinho, senti seu calor
Estava perfumada, como rosa em flor

II
A noite foi curta, fiquei a seu lado
Dançando juntinho, de rosto colado
O baile acabou, e nunca mais lhe vi
Estou apaixonado, eu juro pra ti

III
Eu procurei muito, mas não lhe encontrei
Pras suas amigas, de você perguntei
Da moça bonita, igual uma rainha
Vou fazer de tudo, pra ela ser minha

IV
Eu ainda espero um dia lhe encontrar
Num baile de rancho para namorar
Se ainda é solteira e não tem marido
Vou recupar todo tempo perdido

Jandir Bianco, 27/12/2000

domingo, 25 de setembro de 2011

Virada do Milênio

I
Eu quero contar catando
Uma história verdadeira
Foi na virada do ano
Na cidade da Palmeira
Os parentes festejando
Foi quase a semana inteira
Os mais velhos contavam causos
Os jovens faziam brincadeiras

II
Foi chegando a madrugada
Todos com muita alegria
Uns cantavam das caçadas
E outros das percarias
A noite ficou pequena
E a turma se divertia
Tomando uma geladinha
Quase até clarear o dia

III
A festa continuava
Com a chegada do ano novo
Foi a virada do século
Para alegria do nosso povo
Mas o terceiro milênio
Festa igual não tinha visto
Ainda tinha os dois mil anos
Do nascimento de Cristo.

Jandir Bianco, 10/01/2001

domingo, 4 de setembro de 2011

Humildade

I
Eu toco mas não sou músico
Eu canto e não sou cantor
Escrevo e não sou poeta
Sou um simples compositor

II
Eu toco o pouco que sei
E canto os versos que faço
Misturo a voz com o som
E vou acertando o compasso

III
Eu digo que não sou músico
Nunca fui profissional
Digo que não sou cantor
Mas não canto assim tão mal

IV
Escrevo e não sou poeta
Por não ter sido letrado
Componho algumas canções
E faço versos rimados

V
Agradeço a Deus do Céu
Pelo dom que ele me deu
Aqui na Terra quero bem
As pessoas simples como eu

Jandir Bianco, 09/07/2005

domingo, 28 de agosto de 2011

Canção do Amor

I
Ouça esta canção, que dedico a você
Quando você ouvir, sei que vai me compreender
Tudo que eu falei, você não acreditou
Então essa é mais uma prova, de amor que te dou
Sempre duvidou, da minha sinceridade
Pode acreditar, que é a pura verdade
Pois sempre lhe amei e continuarei amar
E vou lhe fazer feliz, pode acreditar

II
A vida só é bela, se for ao seu lado
Com muita saudade e mais apaixonado
A distância é grande, mas o amor supera
Ainda vou lhe amar muito, mais do que você espera
Quando eu vim embora, meu coração doeu
Sabia que ele queria, ficar juntinho do seu
Ali eu compreendi, o que ele quis dizer
Não dá mais pra ficar, longe de você.

Jandir Bianco, 29/02/2002

sábado, 6 de agosto de 2011

Saudade

I
O porto estava lotado
O povo andando apressado
Era aquele vai e vem
A viagem era embarcada
Quase não existia estrada
Ainda não havia trem
Ouvi o vapor apitar
Era hora de zarpar
Do cais de Porto Amazonas
Ali na primeira curva
O marujo até se encurva
Para dar adeus à sua dona.

II
A viagem era demorada
A carga muito pesada
O vapor ia serpenteando rio abaixo
Lá adiante tinha pescador
À noite ouvindo o ronco do vapor
Para vê-lo passar, corria acender um facho
Peixe tinha em abundância
Lembrando ainda era criança
Das primeiras pescarias
Passava o vapor carregado
A gente ficava assustado
Depois só via alegria.

III
Eram tantas lanchas e vapores
Que transportavam valores
Com certa segurança e pontualidade
Os portos mais movimentados
Foram crescendo e virando povoados
Se transformaram em cidades
Porto Amazonas e a sonhada Palmira
De cidade à condição a distrito vira
São Matheus, Irineópolis, antiga Valões
União da Vitória e Porto Vitória
Que fazem parte da história
Desde os desbravadores dos sertões

IV
Se voltarmos rio acima
A largura do rio termina
Onde a margem fica estreita
E ali em Paula Pereira
Que o Iguaçu sobe pra esquerda
E o Rio Negro pra direita
Seguindo o Rio Negro adiante
Não precisa andar bastante
Para chegar em Marcílio Dias
E encontrar o rio Canoinhas
De onde a erva-mate vinha
Nas barcas seguindo as hidrovias

V
Entre as matas com taquaras
Logo adiante é Três Barras
Que fica antes de Antonio Olinto
O porto do corvo branco faz lembrar
Terra do capitão França Bach
Pois ali morava o distinto
A viagem continuava subindo
As embarcações iam sumindo
E cada curva um apito
Rio da Várzea e Barra Grande
E o Negro que se expande
A cidade acolhedora e o rio muito bonito.


Os versos acima são abertura do Livro os Vapores de Arnoldo Monteira Bach publicado ano 2006. Editora UEPG.

A música já foi tema de uma reportagem sobre o Rio Iguaçu no programa Meu Paraná da Rede Paranaense de Televisão - RPC. 
 
Esses versos já foram citados em outra publicação no blog
. relembre.

domingo, 19 de junho de 2011

Amigos e Gaiteiros

I
O dia estava bonito
Se bandeamos pra Palmeira
Levamos os instrumentos
Pra fazer uma brincadeira
Nós começamos a tocar
Era quase meio dia
E a tarde foi passando
Enquanto a canha corria

Refrão:

  Fui fazer uma caipira
  Pra ir abrindo o apetite
  Soquei limão com açucar
  E cachaça de alambique

II
E quando a noite chegou
Se deu um baita entrevero
Foi quando alguém gritou
Está chegando outro gaiteiro
A noite estava escura
Os pirilampos piscando
E os gaiteiros entreverados
Madrugada foi chegando

Refrão:

  Fui fazer uma caipira
  Pra ir abrindo o apetite
  Soquei limão com açucar
  E cachaça de alambique

III
Os gaiteiros eram beunachos
Dois índios muito estimados
Um era de Erechim
O outro de Cruz Machado
Ainda tinha um violeiro
Que meu irmão convidou
Aqui deixo meu abraço
Pra quem tocou e cantou.

Refrão:

  Fui fazer uma caipira
  Pra ir abrindo o apetite
  Soquei limão com açucar
  E cachaça de alambique

Jandir Bianco, 24/12/2000.

sábado, 14 de maio de 2011

Gaita Velha


I
Eu tenho esta jóia
Que chamo de gaita
Não sou nem um taita
Mas gosto do som
Com ela no peito
Belisquei o teclado
E quando percebi
Saiu esta canção.

II
O pouco que toco
É para passar o tempo
Aproveito este momento
Para dizer que sou feliz
Com esta gaita velha
Atorei muitas madrugadas
E ainda ouço as palmas
Do povo pedindo bis.

III
Esta gaita velha
É parte da minha sina
Ela não imagina
O bem que ela me faz
Só vou ficar triste
Quando chegar o momento
De largar o instrumento
E não poder tocar mais.



Jandir Bianco, 10/06/2003.

"O acordeon Scandalli que Jandir tocava continua guardado."

domingo, 10 de abril de 2011

E vida boa...

Refrão
 
  Eu não tinha o que fazer
  Fui passear lá na cidade
  Tomei uns goles de canha
  Aí foi só felicidade

I
Me levaram para passear
Em uma casa esquisita
Mas quando chegamos lá
Só tinha china bonita
O gaiteiro ia tocando
Pandeiro fazia o costado
O lampião clareava pouco
E o clinaredo animado
 
  Eu não tinha o que fazer
  Fui passear lá na cidade
  Tomei uns goles de canha
  Aí foi só felicidade

II
Entrei e sentei num canto
Pois sou meio desconfiado
De repente veio uma china
E sentou bem ao meu lado
Disse: "Bem, pague uma dose"
E como eu não sou rogado
Disse: "Beba a noite inteira
Que já estou apaixonado"
 
  Eu não tinha o que fazer
  Fui passear lá na cidade
  Tomei uns goles de canha
  Aí foi só felicidade

III
Perguntei o que ela fazia
Mas que pergunta inocente
Ela disse: "Faço tudo para agradar todo cliente"
Fui e chamei o garçom
Queria tomar mais um trago
Só quando paguei a conta
Que vi o tamanho do estrago.

  Eu não tinha o que fazer
  Fui passear lá na cidade
  Tomei uns goles de canha
  Aí foi só felicidade


Jandir Bianco, 15/08/2002.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Xote do Anonimato

Refrão
 
  Fiz este xote
  Mas não foi feito pra mim
  Fiz este xote pra um gaúcho
  Que é filho de Erechim

I
Este gaúcho
É meu amigo e companheiro
Eu não falo o nome dele
Mas é um baita de um gaiteiro
É gente boa, tá montado no dinheiro
Plantador de milho e soja
Pois o índio é fazendeiro

 
  Fiz este xote
  Mas não foi feito pra mim
  Fiz este xote pra um gaúcho
  Que é filho de Erechim

II
Gaúcho velho
Admiro sua humildade
Toca só pra nós ouvirmos
Com a maior simplicidade
Eu te admiro, pode crer que é de verdade
Agradeço o velho Pai
Por contar com sua amizade

 
  Fiz este xote
  Mas não foi feito pra mim
  Fiz este xote pra um gaúcho
  Que é filho de Erechim


Jandir Bianco, 10/08/2002.

Xote composto para seu amigo Gaúcho, natural de Erechim-RS mas que reside em Palmeira-PR.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Cavalo Muito Esperto

I
Arrojei o meu cavalo
Tirei o laço do tento
Há tempos que eu não laçava
Fui testar o meu talento
Lacei só as duas aspas
Pialei no mesmo momento
O bicho ficou berrando
Esperneando patas pro vento

II
Só para o trabalho do campo
Ensinei o meu cavalo
Desde protrilhinho novo
Já comecei a ensiná-lo
Hoje o bicho me conhece
Só no meu jeito de andar
Dou um arrovio na porteira
Ele já vem me encontrar

III
Meu cavalo foi criado
Sempre com o maior capricho
Mesmo quando está pastando
No meio dos outros bichos
Eu só chamo no nome dele
Me olha e dá um relincho
Já vem me encontrar sabendo
O patrão quer ver os cambichos

IV
Meu cavalo é muito esperto
Eu só fico observando
Se ele vê um vestido londo
Nasca o freio e vai parando
Outro dia ele se enganou
Eu é que acabei rindo
Viu um vestido comprido
Era o padre que estava vindo

Jandir Bianco, 11/12/2001.

Eu sou do tempo que para conferir boiada, contava-se as patas do bichos dividia por quatro e sabia o numero de bois que havia na tropa.